Locomotiva mikado 155 (2-8-2) com composição, em passeio popular próxima à estação de Rio Negrinho

        A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PRESERVAÇÃO FERROVIÁRIA (A.B.P.F.), é uma entidade cultural, sem fins lucrativos, voltada ao resgate, preservação e operação de material rodante ferroviário antigo, principalmente, Locomotivas a Vapor, oriundas de diversas ferrovias Brasileiras, cuja finalidade principal é manter este material em funcionamento para conhecimento das futuras gerações. Com sede nacional em Campinas/SP, possui várias regionais no país, as quais são uma espécie de filial da sede nacional.

Locomotiva Mikado 760 (2-8-2) com composição na estação de Joinville Locomotiva Mikado 155, estacionada em Rio Natal, local de parada do passeio Histórico Cultural

        A operação deste material é realizada através dos chamados "MUSEUS DINÂMICOS", situados nas cidades Campinas (SP), Cruzeiro(SP), São Lourenço(MG), São Paulo(SP), Tubarão(SC) e Rio Negrinho (SC), onde podem ser vistos em plena atividade vários tipos de locomotivas a vapor, fabricadas desde o início até a metade do século, além de vários vagões e carros de passageiros históricos, alguns em atividade, outros aguardando os bisturis restauradores dos sócios da A.B.P.F. Além do material rodante, podem ser observados nos Museus Dinâmicos, toda a estrutura que compõe uma ferrovia a vapor, desde estações ferroviárias com seus equipamentos tradicionais, até a própria malha ferroviária.

Equipe de tração da ABPF-SC m passeio na Ferrovia Tronco sul

        As composições ferroviárias do Museu Dinâmico são operadas pelos sócios voluntários da A.B.P.F., todos eles das mais variadas procedências e ocupações, além de ferroviários na ativa e de aposentados, todos porém, com sua preocupação em comum, que é a preservação de nossa MEMÓRIA FERROVIÁRIA, sócios estes que além de pagarem anuidade a exemplo das demais Associações, muitas vezes gastam suas próprias economias para garantirem a operação normal das composições da A.B.P.F., além da R.F.F.S.A., da FEPASA, da ALL, da FTC, e algumas empresas da iniciativa privada, as quais investem também na preservação do nosso passado ferroviário.

Locomotiva Mikado 760 e 155 na estação de Engenheiro Bley

        Uma das prioridades da Associação,  a TRAÇÃO VAPOR está praticamente extinta no Brasil e no mundo, após a desativação das locomotivas a vapor em 1994 na última ferrovia do Brasil que ainda operava com tração vapor comercialmente, que era a E.F. Tereza Cristina, de Tubarão (SC), o que significava que a figura do maquinista e foguista de locomotiva a vapor muito popular nos tempos passados, também hoje quase em extinção, e o "quase" aqui também fica por conta da A.B.P.F., que operando em ferrovia a vapor, naturalmente preserva também uma ocupação mostrando-a na prática as futuras gerações.

Locomotiva Mikado 760 com composição estacionada na estação de Rio Natal

        Todas as viagens realizadas pelos nossos Museus Dinâmicos, tentam realmente resgatar a Memória Ferroviária, onde o passageiro realmente volta no tempo, passando por antigas estações e vendo em funcionamento toda a infra-estrutura de uma ferrovia a vapor. Além disto, toda a história da ferrovia operada por nossos Museus Dinâmicos, poderá ser conhecida pelos passageiros durante a operação ferroviária, como o Museu Dinâmico da ABPF de Santa Catarina, que opera suas composições em trilhos da ALL, na Serra do Mar entre Rio Negrinho e Rio Natal, tem um trecho ferroviário belíssimo, construído entre 1910 e 1913, com quatro túneis, pontes em grande altura e fantásticos cortes na rocha. Esta linha ferroviária exigiu perspicácia e audácia por parte dos engenheiros e construtores e que precisa ser do conhecimento da comunidade brasileira, conhecimentos estes facilitados através das composições da A.B.P.F.

Locomotiva Mikado 760, em manobra no pátio da estação de Rio Natal, em dia de passeio]